Padres dispensados, de leprosos a homens…

Padres dispensados, de leprosos a homens que ainda anunciam o Evangelho de Jesus Cristo dentro da Igreja

 

Infelizmente, na Igreja Católica, o sacerdote que deixa o ministério sacerdotal – sobretudo quando se trata de ter filhos – é tratado como um pecador sem perdão, um leproso. Na verdade, não importa qual é o seu pecado, parece que esses homens não têm direito ao perdão, não tem direito a uma vida digna. Tantas vezes marginalizados sem uma verdadeira acolhida, por aquela que se chama MADRE!

            Mas, tudo indica que os olhos benevolentes da mãe se voltam sobre os filhos desamparados, parece que o pai volta a olhar para os filhos pródigos, mesmo quando os “irmãos” mais velhos ainda não aceitam a acolhida.

            Por esses dias está um movimento intenso nas mídias sociais sobre a acolhida que os padres suspensos devem receber. Existe novas esperanças para esses homens que apesar de não poderem exercer o ministério sacerdotal, poderão residir dentro da comunidade católica exercendo certas coisas que não lhes eram permitidas.

            O novo rescrito ditado pelo Santo Padre Francisco já está em vigor. Uma das grandes mudanças era que o sacerdote antes era reduzido do estado clerical, depois passou a ser reduzido ao estado laical, mas hoje será chamado de um irmão sacerdote dispensado de suas obrigações sacerdotais.

            O rescrito é um documento interno do Vaticano para os seus trabalhos. Nesse caso é um documento ditado pelo Santo Padre para a Congregação para o Clero em relação aos padres dispensados das Sagradas Ordens.

            As mudanças impostas no documento pelo Santo Padre, em resumo, são as seguintes: o padre dispensado pode exercer todas as funções eclesiásticas que não exijam a ordem sagrada, podem ser diretores de institutos superiores católicos e trabalhar dentro do campo da docência da teologia. Dar aulas de religião e outros ofícios dentro das instituições católicas tento o aval do Ordinário e da Congregação para o Clero, sendo informada a Congregação para a Educação Católica. E também o casamento do padre não necessariamente mais tem que ser feito ocultamente.

            É ainda interessante notar que quando o rescrito fala de dispensa do celibato e a perda do estado clerical apareça a expressão “práxis atual”, isso dentro do documento quer dizer que poder ser mudado a qualquer momento, dando oportunidade ao padre casado exercer o ministério sacerdotal em toda a sua complexidade.

            Passos tem sido dados na Igreja e pelo Papa Francisco com seu espirito de acolhida e misericórdia. Resta a esperança de saber até onde essas mudanças no espírito eclesial irão. E que os católicos entendam os sacerdotes como homens que precisam de um apoio humano, afetivo, intelectual e espiritual, não importando se dispensado ou dentro do ministério ativo. Pois os sacerdotes são homens e sempre serão homens em todo seu ser.

 

Wenderson Machado Pinto

Licenciado em Filosofia – Graduado em Teologia

 

Ps. Eu Alessander fui expulso da minha comunidade  e hoje sou tratado como um leproso.

Igreja para os pecados…. menos para aqueles que deixaram o Ministério Sacerdotal (parece que preferem que vivam uma vida dupla).

Segue o novo documento promulgado pelo Papa Francisco:

 

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