Jovens que estão se cortando. E agora? “automutilação”

A automutilação não é algo simples de se entender. Dizer que essa é apenas uma forma de “chamar a atenção” é uma simplificação de um pedido de socorro que não está encontrando outras formas de se manifestar. Se machucar e criar cicatrizes pode ser uma forma de falar – ou de gritar – sobre o que se está sentindo. Para um adolescente, se cortar, muitas vezes é a única forma encontrada para lidar e amenizar uma dor emocional intensa que pode, inclusive, apontar para quadros de depressão, ansiedade ou sofrimento por uma situação de violência recorrente. O bullying ou o cyberbullying, por exemplo, são fatores de risco para comportamentos autodestrutivos.

 

Sinais de alerta da automutilação

  • O uso de roupas de manga comprida até mesmo no calor pode ser uma forma de esconder as lesões;
  • Mudanças de humor e de comportamento, como o isolamento social;
  • Recusa em participar de atividades esportivas nas quais o jovem teria que usar bermuda e camiseta;
  • Atente-se aos jovens com autoestima baixa e que trazem falas com vazio emocional, como que são um peso, que não enxergam outras perspectivas para a própria vidaou que não merecem aquilo de bom que tem acontecido a eles;
  • As vítimas de bullyingou o cyberbullying apresentam maior risco de autolesão.

 

acolhimento, a proximidade, o diálogo e o acompanhamento profissional especializado são as melhores alternativas para lidar com a automutilação. Casos assim podem acontecer na escola e podemos nos fortalecer para identificar sinais de risco e garantir que haverá suporte emocional para diferentes formas de sofrimento e suas manifestações.

 

 

#PsicanalistaAlessanderCapalbo

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