Quantas vezes caímos nos buracos da vida? Quem nos ajuda a levantar?

Um fazendeiro, não muito rico, possuía alguns cavalos para ajudar nos seus trabalhos diários.

Certo dia, um desses cavalos caiu num velho poço abandonado. Só foi encontrado pelo capataz dois dias depois.

Fraco, e num buraco muito fundo, todos acharam impossível tirar o cavalo com vida. O fazendeiro também foi ao local para conferir se algo poderia ser feito para poupar o bicho.

Avaliou a situação e decidiu que a melhor solução seria deixar o cavalo ali mesmo. Não valia a pena investir dinheiro para removê-lo, com o risco de ele morrer mesmo que conseguisse ser retirado. Mandou o capataz sacrificar o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo.

O capataz seguiu a ordem. Chamou os empregados. Trouxeram pás e começaram a jogar terra no buraco para que o cavalo ficasse soterrado. Mas à medida que a terra caía no lombo do cavalo, ele a sacudia e deixava cair no chão. Foi assim se acumulando no fundo do poço, diminuindo sua profundidade.

Depois de um tempo todos perceberam que o cavalo estava bem próximo, muito mais alto do que antes. O cavalo não se deixava enterrar. Jogava a terra para os lados, o que lhe possibilitava ficar sempre mais alto, até que o poço ficou numa profundidade que lhe possibilitou sair normalmente.

 

Reflexão: Quantas vezes também nós caímos no buraco da vida? Mas lutando cada dia para não ser enterrado, conseguimos superar as dificuldades da vida.

 

Psicanalista Prof. Alessander Capalbo

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